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Silêncio – Ronald de Carvalho

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Ronald de Carvalho

16 maggio 1893, Rio de Janeiro
15 febbraio 1935, Rio de Janeiro


Silêncio 
     

Ninguém... A noite dorme,

silenciosa.

Pela encosta dos morros sobe a

lua.

Que esquisita saudade se

insinua

Na noite silenciosa!

As arvores, nos ermos, estão

quietas;

E, ao luar, que inunda as

calmas alamedas,

Ha um brilho de vidrilhos e

de sedas

Entre as arvores quietas.

Que mão subtil nas relvas

orvalhadas

Derramou tanta jóia e

pedraria?

Parece até que vai nascer o

dia

Nas relvas orvalhadas!

Rola um perfume de jasmins

no ambiente.

E, entre a sombra que envolve

toda a altura,

Um repuxo finíssimo murmura

No desolado ambiente..

Silenzio

 

Nessuno… La notte dorme,

silenziosa

Lungo il costone delle colline sale

la luna.

Che strana saudade s’insinua

Nella notte silenziosa!

Gli alberi, sugli eremi, sono quieti;

E, al bianco di luna, che inonda

i calmi viali alberati,

C’è un brillio di perle di vetro e

di seta tra i fusti quieti.

Quale abile mano

tra i fili d’erba con rugiada diffuse

cotanta gioia e

pietre preziose?

Sembra addirittura che nascerà

il giorno tra 
le piante con la rugiada!

Gira un profumo di gelsomino

nell’ambiente.

E, tra l’ombra che avvolge tutta

l’altezza,

Una fontana finissima mormora

Nel luogo solitario….

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 RONALD DE CARVALHO

*traduzione non ufficiale

Ronald de Carvalho, in 'Poemas da Natureza', [dedicado a Tristão da Cunha], no livro “Poemas e Sonetos”, 1919.

Item Reviewed: Silêncio – Ronald de Carvalho Rating: 5 Reviewed By: Gianluigi D'Agostino